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Página Virada

Má Oliveira

 

 

Estranho...

Um arrepio meu corpo percorreu

 

Uma canção

Um olhar a se cruzar

aquele teu doce beijo,

nos lábios a me convidar...

A jovialidade estava no ar...

Como nos tempos em que saiamos patinar...

comer pizza...

namorar...

 

Risadas ecoando

o passado voltando...

você, novamente se declarando...

 

Eu tão só...

te escutando...

recordações na mente bailando...

eu arrepiando...

 

Não!

 

Não há como te perdoar

O tempo não vai voltar

nada vai se apagar

 

Estranho te ouvir dizer ainda me amar...

a risada não pude evitar...

fui sua, você não soube valorizar...

 

Não existe mais "nós"!

Vinte anos idos...

pensei haver deletado todos os momentos vividos

me enganei...

os ruins eu guardei...

estão no livro da minha vida

cujas páginas eu virei...

 

esse teu amor novamente declarado...

trazendo o arrepio inesperado...

sim... arrepiei

mas foi de pavor, ao lembrar

tudo que do seu lado passei...

 

e pensar que um dia te amei!!!!

 

 

Publicado no Recanto das Letras em 15/01/2008
Código do texto: T818029

Postado por Má Oliveira às 22h05
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Passa fora...

Má Oliveira

 

 

Óia aqui, ô Dona Saudade

tu é muita da MARVADA,

trate já di si tocá...

sai daqui, vai simbora

vá atormentá notro lugá.

 

Tô ficando é cansada

di tantu argumentá,

ieu queru é que o cê passa fora

mi deixe recomeçá.

 

Pare di sê impertinenti

Trati di debandá

Cum o cê a minha vorta,

como é que vô namorá?

 

bagunça minha vida tudinha

e o amô qué culpa

acusano o coitadinho

deu num mi acertá

 

ocê me ocupa a mente toda...

num tá sobrando lugá

pra botar um novo amô

e pude mi ajeitá

 

Num tem porta que se abra

com o cê coladinha assim....

Nem os pássaros lá fora

querem canta pra mim

imagine se o gavião

vai pousá no meu jardim!!

 

Inté a véia alegria

noite dessas me fofocô

disse que num fica por aqui

pois cum o cê num simpatizô

Disse que o cê é doença

credo cruz!!!

que horrô!!!

 

pare di melindre

e tratre de si mandá

num guento mais lhe aturá

o cê atrapaia tudinhu

 

eu queria era recomeçá...

 

Cê num mi traz quem eu quero

Pois Deus no colo botô.

Intão vai ti embora

que pra estas bandas ocê num agradô

E inda ti falo mais

o cê já me cansô

já botei tua mala no meio do corredô.

 

Desse jeito num se fecha ferida

i nem cunheço novo amô...

qué mi da licença, faz favô.

vai..

xô, xô, xô.

 

Publicado no Recanto das Letras em 09/01/2008
Código do texto: T810322

Postado por Má Oliveira às 22h01
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Procura-se
Má Oliveira
 
Procuro um ano novo, que não queira me enganar
que não me jure ser perfeito e encher de alegrias o meu peito
e me faça decepcionar.
Precisa ser um ano honesto, com coragem pra me encarar.
Que jogue limpo pra não me magoar
Não me prometa vitórias, que não possa me dar
que se exponha e me faça acreditar
Que seu calendário encante meu olhar
que seu outono, não me faça chorar
e o inverno não me leve a vida temer
e na primavera eu possa junto florescer
Ano que faça do meu coração, um eterno verão...
Que seja um ano ao lado da família e amigos
e que não me faltem abrigos
Ano, que a palavra solidão, não tenha dimensão...
Procura-se um Ano Novo que não seja mentiroso
que me mostre a nova cara, mesmo que pavoroso
sem ser ilusão...
Um ano que eu possa acreditar, que só me prometa
o que vai me dar...
E que este ano seja verdadeiro, desde o mês de janeiro
e que continue o ano inteiro.
Se nesse perfil você se encaixar, prometo teu ano novo aceitar
e fazer jus a honestidade que vai me entregar
Pois 2007 não foi honesto não
nele eu acreditei e muito me decepcionei...
Me trouxe falsas amizades e muitas ilusões
e olha que ele me prometeu alegrias e grandes emoções...
Vi falsas mortes ocorrerem, desde bebês até pessoas de outras nações....
além de muitas outras aberrações...
Doenças inexistentes, levantaram correntes de orações...
Que venha este ano novo, com a carranca que tiver
to aqui pra encarar, sou muito mulher!
Mas que não seja outro cafajeste como seu antecessor
pois agora tô enfezada e vou revidar
aprendi a lição, no final do ano, vou te assar....
saio do ano ferrada...
enganada...
mas deixo-o com a bunda tostada...

Postado por Má Oliveira às 21h57
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DEMITO-ME!
Má Oliveira
 
Querido Papai Noel, hoje vou desabafar!
você tá insuportável!!
Não dá pra te aguentar!
Teu saco tá cheio e é em mim que vive a descarregar???
O ano inteiro já foi duro  te aturar
esse papo de bom velhinho,
só na fama está!
O problema deve ser essa tua roupa ridícula, que tua barriga faz destacar...
ou quem sabe o chapeuzinho medíocre
que usas, pra careca disfarçar.
Andas tão estressado, que de festa nem quer ouvir falar
e eu é que fico proibida de rir e brincar???
trabalha feito um condenado
pro tal "cartão" de natal poder pagar
que culpa tenho eu do que você vai gastar?
pois como todo ano um "cinto" muito, é o que vai me dar...
Eu tô é fazendo as malas e pro Pólo Norte vou me mandar, pois lá, com certeza, você não vai estar...
A mamãe Noel aqui cansou de trabalhar, pra fama toda VOCÊ levar.
Quem é que organiza as listas, compra e empacota tudo e ainda esfrega o chão?
E ainda tem que ir sorrindo enfiar o umbigo no fogão?
Sem falar do sufoco da decoração...
Envio-te, agora, minha cartinha, com meu pedido de demissão
e nem tente recusar...
pois se não a cartinha vou te enfiar
não pergunta onde pois da resposta você não vai gostar...
E sai da frente que o MEU ano novo quer chegar...
 
Publicado no Recanto das Letras em 21/12/2007
Código do texto: T787689

Postado por Má Oliveira às 11h23
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Sonhar acordado
por José Eduardo C. Trefiglio

 Eu só quero ver você
É apenas isso que eu desejo
Já que não posso ficar ao seu lado
Se, foi o destino que nos separou

Sinto falta de seu sorriso
Preciso do brilho de seu olhar
Do aconchego do seu corpo
E por dentro eu desmorono
De vontade de você

Apesar que ficando longe de você
Eu começo a pensar nos momentos que vivemos
Em tudo aquilo que eu quero viver de novo
Viver com você...esse amor proibido

E passar a estar com você
É o que eu mais quero
Você sabe que eu não durmo
Que só penso em você...e a vejo em meus sonhos

Hoje a lua rasgou seu véu
E flutua nua  lá no céu...
E faz brotar esses versos
Semeados no meu universo...meu mundo

Traz-me a magia da poesia...
Nessa noite que agora é nossa...
E sinto meu corpo dançando
Nessa inspiração sem fim
Que mora dentro de mim
E teima em fazer versos...

Já é madrugada...
E eu sonhando acordado
Nos braços seus
Que também são tão meus!...

Postado por Má Oliveira às 11h20
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ABRO-TE MEU CORAÇÃO

 

===Edmen===

 

Não, não se alegre apenas,

Conceba a emoção de uma flor;

Não pense, sinta com o olhar, 

Receba no coração o amor...

 

Não apenas veja, Observe;

Não apenas guarde, Conserve.

Observe o trabalho da natureza!

Veja o horizonte, as lindas serras,

Os belos montes!...

 

Sinta a renovação das células

Do coração, observe quanto amor,

Quanta emoção!...

 

Observe os lírios do campo,

Quanta paz profunda,

Quanta ternura fecunda!...

 

Vem! Abro-te o portal do amor,

Não temas minha espada,

Sou o guardião da paz...

Mostrar-te-ei o primário da beleza,

O berço da luz incriada

A razão da vida,

O porquê da dor,

A eternidade da esperança,

A arquipotência do amor.

 

Vem! Você sabe onde me encontrar.

Sou a mais pura emoção...

Vem!... Abro-te meu coração.

Postado por Má Oliveira às 11h14
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Dura espera
Má Oliveira
 
 
Num culto involuntário
me pego diante do teu altar
elo misterioso
que o tempo não foi capaz de abalar...
 
visto o manto da saudade
que anuvia meu olhar...
falso riso em minha face...
me obrigando a disfarçar...
 
os pensamentos ainda se cruzam
neste adeus que não convenceu...
vidas interrompidas, divididas,
estranhamente... unidas...
 
e feito folha ao chão,
espero o vendaval,
que me leve até você...
e acalme meu coração
 
numa tempestade necessária
pro arco-íris atravessar...
e com tua digital novamente
me tatuar...
 
na cama, tão grande...
sufoco sem você
o abraço apertado da saudade
faz o corpo doer...
 
há quem chegue a duvidar
não tenho como explicar,
esse nós,
que a morte não conseguiu separar
 
feito fruta madura
esperando a colheita
tempo que não se estreita...
estou a murchar...
 
a porta não se fechou...
o fim não chegou...
a lágrima rolou...
a saudade não levou...
nem te afastou...
e neste oceano de dor
clamo pela hora do reencontro
com você, meu amor...
 
esperando ansiosa
ver estendidas tuas mãos carinhosas
e num leve toque em você
eu poder renascer...
 

Postado por Má Oliveira às 11h09
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Pintou uma Ilusão
Má Oliveira
 
Há muitos anos atrás li num muro, entre o metro Brás e Bresser,
"a vida é da cor que você pinta, faça da sua um arco-íris"
Apaixonei-me pela frase!
Mas ninguem me avisou que nem sempre te deixam pintar,
que outras vezes o muro é uma merda...
não adianta caprichar...
Que tinta boa em muro ruim, só serve pra cansar...
Que gastar pincel bom em muro chinfrim
só faz estressar...
A frase deveria ser, a vida é da cor que você pinta,
enquanto o muro deixar...
Também não me avisaram que mesmo caprichando,
sempre vai ter quem não vai gostar...
e até debochar...
Como se as cores puras que usei, ficassem a incomodar...
Sem falar nos que vão me imitar...
como se essência pudessem copiar, kkkkkkkk
E ainda tem o lance de que por outro angulo
o que pinto pode ser olhado...
e o anjo ali lançado, aos olhos do outros parece o capeta disfarçado...
Então...
Depois desta imensa confusão por uma frase que li num paredão...
A próxima vez que for a sampa, o Metrô não pego não...
Vai que outra frase eu leia e me permita sonhar
que a vida é da cor que você quer pintar...
e novamente me deixe enganar
que as cores que escolho
vão respeitar...
E vamos essa ilusão pintando.
borrando muito e o chão respingando...
mas tentando...
 
Publicado no Recanto das Letras em 30/11/2007
Código do texto: T759044

Postado por Má Oliveira às 11h00
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