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Meu Humor

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desperdicei tempo demais
com minhas interrogações...
medo da incompreensão...
tolas aflições...
e agora você parte...
tento explicar ao meu coração,
que não haverá prorrogação...
ele não me entende...
sofre desmedidamente...
nessa impotência, respiro lentamente
não há mais pressa de ir a qualquer lugar...
e de que adiantaria eu chegar?
não há mais você por lá...
apenas teus relatos pra sonhar...
e eu que sou tão pontual,
logo agora fui me atrasar...
é...
naquele dia eu não deveria ter ido trabalhar...
teria te ouvido mais um pouquinho...
mais de ti pra guardar...
e mesmo sem a gente se tocar,
a saudade me arde,
e a umidade não há como disfarçar...
se hoje falo nisso naturalmente
é porque você abriu minha mente,
fez eu me soltar...
nas veias, uma saudade infinita circulando...
dias frios,
pro cárcere retornando...
champagne por companhia...
bombom,
livro na mão...
a tatuagem prometida,
não há mais porquê...
pois já te tatuei
no coração...
e se o amor é um ato de fé,
abençoada seguirei
pois fui amada
e amei,
como te amei!!
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Má Oliveira
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00h20
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e mesmo que por um segundo, te tocar...
preciso acreditar
tanta coisa mudou, mas não o meu amor,
nem essa carrasca saudade...
nem tampouco essa insuportável dor!
brilhe pra mim agora e eu te seguirei...
quero desfrutar dessa eternidade ao teu lado
preciso viver...
me despir de tanto amor acumulado...
Postado por
Má Oliveira
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00h17
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Ave Maria,
cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois Vós entre as mulheres, bendito é o fruto em Vosso ventre, Jesus.
Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós os pecadores, agora e na hora da nossa morte.
Amém.
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Má Oliveira
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00h15
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Má Oliveira
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00h12
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Má Oliveira
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00h11
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Má Oliveira
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00h09
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Alucinação...
Má Oliveira
Em silencio, apenas me olhando...
leve sorriso, esboçando...
o vento em você festejando...
meus pensamentos tento desviar
e a este devaneio não me entregar
teu cheiro invade o ar
tua gargalhada, domina o lugar
ao toque das tuas mãos,
vou ao chão!
o arrepio percorre meu corpo,
minha voz faz silenciar
pânico, a me dominar!
deixo-me guiar,
a água em meu corpo,
não faz tua imagem dissipar...
e, sem nada entender,
entrego-me a essa alucinação
embrenho-me pelo colchão
perco-me nas asas da imaginação...
em mim, dedilhas uma canção.
meu ventre em saliva e mel
encontro o céu!!!
entre minhas coxas deslizas
e os gritos de ontem,
já não podem mais me ferir...
nossas lágrimas se misturam,
como num pacto...
um juramento...
tatuando esse momento
você me diz que não pode ficar,
me pede pra te acompanhar,
tento me esquivar,
você diz que eu devo confiar
basta eu te estender a mão
e todas as verdades surgirão...
tudo deixará de ser alucinação...
e me é real...
como vou poder te acompanhar?
quem é que vai acreditar...
em soluços,
te vejo partindo
e na cama ainda quente,
vestígios teus, tento encontrar...
me entrego ao sono,
quem sabe possa, novamente,
contigo sonhar...
prometo não me assustar...
vem...
me faz alucinar!
Publ. Recanto das Letras - 01/06/09 - Má Oliveira -
Cód do texto: T1626347
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Má Oliveira
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00h07
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00h03
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23h58
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23h52
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Má Oliveira
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23h36
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Sem Você...
Má Oliveira
você me decepcionou, me desiludiu,
arrancou meu cio...
meu corpo, já quase um cadáver
sem arrepio...
mais ainda sinto falta
do toque que não chegou
do nectar quente,
que não jorrou...
saudades do lençol molhado,
travesseiro jogado ao lado
gemido disfarçado...
aquele gole de água esperado
meus lábios ensandecidos
pelo beijo que não pousou...
pela língua que não me explorou
corpo tremulo,
pela mão que não passeou...
minhas pernas vou fechar,
sossegar meus seios,
tentar não me mexer na cama
não me aquecer em você
fingir dormir...
do meu olhar
vou dissipar os anseios...
e esse suor que vai me escorrendo...
tentar não notar...
pensar em coisas sem nexo...
esquecer sexo...
por meu corpo pra dormir
ignorar o que estou a sentir...
ficar assim...
talvez tocar em mim...
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Má Oliveira
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23h34
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Má Oliveira
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23h32
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Má Oliveira
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23h30
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Má Oliveira
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23h29
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Devolva-me!
Má Oliveira
Hoje não vou chorar...
demorou nove anos, mas entendi,
você não vai voltar...
esse assovio que ainda ouço no portão...
é só ilusão...
Sem cobranças das promessas rompidas....
das alegrias vividas....
hoje vou mentir que não sinto mais
o perfume das flores do seu caixão...
Hoje, eu só queria saber
se você está bem...
se sente falta de mim, também...
ouvir você me contar dessa sua nova experiência...
te falar da minha vida depois da sua ausência...
poder contigo negociar
me devolves a parte de mim
que contigo levou
em troca, prometo acreditar
que o sonho apenas modificou...
preciso desse pedaço
pra me sentir novamente inteira...
viver...
de qualquer maneira...
Pra parar de te sentir tão perto...
não ter mais que ouvir me dizerem
que isso não é correto
como se essa sensação
fosse uma opção...
não sei como te dizer...
nem qual vai ser sua reação...
mas preciso estar inteira
pois vivo uma nova relação...
ele não entende essa nossa ligação...
essa coisa de amor que partiu
e com o tempo virou anjo irmão,
com o qual é possível dividir o coração...
pra isso eu precisava
que essa saudade tivesse diminuído...
que você não me habitasse tanto assim...
Devolve, por favor, esse pedaço de mim...
preciso, preciso mesmo estar inteira aqui.
Publ Recanto das Letras 13/12/08 - Má Oliveira - Código do texto: T1332758
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Má Oliveira
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23h26
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Má Oliveira
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23h22
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Sonhar?
Má Oliveira
nem isso me é permitido...
nem que seja atendendo a um pedido...
deturpam-se palavras...
usam-nas com o arco invertido...
e se de amor eu falei...
serpente despertei,
cujo bote certeiro,
com um "enviar" te envenenou.
Posso falar de dor, mas jamais de paixão...
Que deslize, perdão!
recolho-me a minha solidão...
minhas letrinhas amontoando
pra gaveta voltando
junto a sentimentos que ali já estão amarelando.
Mas é pro teu sorriso retornar...
asas ao vento?
agora, só no meu pensamento.
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Má Oliveira
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23h20
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Má Oliveira
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23h16
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Final do Primeiro Tempo
Má Oliveira
É tão irrelevante se meus cabelos insistem em não manter a antiga cor...
já não me incomodo em ver no rosto, traços e linhas, que até ontem, não estavam ali...
O que me faz falta é o mundo que eu tinha...
onde a gente podia brincar na rua
uma caixa de papelão virava carrinho e a gente se divertia, deslizando morro abaixo
a bola caia na casa do vizinho, ele devolvia
e ainda nos sorria...
as pessoas se davam bom dia!
toda manhã, nas escolas, cantavamos o Hino Nacional e a gente arrepiava...
Patriotismo era coisa natural...
Professor era Senhor...
Amar e respeitar os pais era espontâneo
No meu tempo, crianças não eram espancadas e nem viviam abandonadas pelas calçadas...
Sou do tempo em que se podia ir pra escola sozinha...
É... não fui eu que envelheci...
Quem envelheceu foi o mundo...
ele se tornou mais amargo, inospede e ranzinza...
Eu?
Eu continuo sorrindo demais...
devolvendo bolas que caem no meu quintal...
me cobro menos...
nunca me disse tanto "sim!"
Não me preocupo tanto com roupas,
perdi a vaidade?
não!
Perdi a futilidade...
Meus seios estão um pouco abaixo de onde eram...
mais nutri três filhos com eles...
Não tenho mais a agilidade de antes...
mas hoje tenho sabedoria pra fazer as mesmas coisas de formas alternativas...
já não me preocupo tanto em ensinar...
me empenho mais em aprender...
assumo mais meus erros, culpo menos o destino...
fui derrotada várias vezes, me abati, mas aprendi...
já não discuto tanto... mas mostro como penso diferente...
aprendi a derrubar muitos muros...
e ainda não sei bem a hora em que devo erguê-los
Mas o mais importante, é que hoje não brinco mais com a vida,
brinco de viver
e estou me saindo muito bem
mais velha, mas mais leve e muito feliz!!!
Quarenta e cinco anos, encerrado o primeiro tempo, dispenso intervalos, "simbora",
o jogo da vida não pode parar.
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Má Oliveira
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23h13
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Com Malícia...
Má Oliveira
Força do teu olhar???
Bastou...
Minha imaginação asas ganhou
O corpo despertou...
Mamilos enrijecidos, só em supor
receber o peso do teu amor...
enlouquecida desejando
teu delicado mordiscar,
e sem dor,
ser delineada com sabor...
Lábios umedecidos, buscando os teus...
que chegam sedentos sobre os meus...
Coração disparado...
suas mãos provocantes...
minhas coxas mais distantes...
Esse mel, não deu pra controlar
adocicando o ar...
Loucura, me levando do inferno ao céu,
te vendo sorver esse coquetel...
O melhor de mim aflorando...
você, degustando...
Domada...
gemidos disfarçando...
meu gozo te entregando
Na força desse teu olhar
que, profundamente,
vai me penetrando...
Publicado no Recanto das Letras 13/11/08- Má Oliveira - em Código do texto: T1280849
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Má Oliveira
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23h06
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Má Oliveira
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23h02
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